O universo cinematográfico Marvel dá mais um passo em sua 4ª fase com a estreia da série Loki, que começa com o pé direito e faz os fãs matarem as saudades do Deus da Trapaça.
O Pipoca na Madrugada assistiu aos dois primeiros episódios da série que, no total, serão seis episódios exibidos semanalmente às quartas-feiras. Estas primeiras impressões dará um foco maior no primeiro episódio, que já está disponível no Disney Plus, enquanto o 2º episódio terá breves comentários sem spoilers para não estragar a experiência de ninguém.
Afinal, Loki está vivo ou morto? O que está acontecendo? Muita calma nesta hora! Nesta nova série vamos acompanhar o personagem Loki que foge de sua linha temporal original como vimos em Vingadores: Ultimato, quando parte do grupo vingadores retorna para 2012 em que vemos Loki preso. Lembram? Por contratempos e erros na missão, o vilão consegue fugir com a pedra Tesseract e parte para um tempo e espaço na qual não pertence, chamando a atenção e, de imediato, acionando a TVA.
Para quem não se recorda dos eventos principais do protagonista, sugiro que vocês assistam os seguintes filmes da Marvel antes de dar o play na série: Thor (2010), Os Vingadores (2012), Thor: O Mundo Sombrio (2013), Thor: Ragnarok (2017), Vingadores: Guerra Infinita (2018) e Vingadores: Ultimato (2019). Todos os títulos estão disponíveis no Disney Plus.
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A série tem como cenário principal a TVA e, para entender o universo de Loki, o primeiro episódio entrega uma ótima introdução explicativa (e divertida feita pelo relógio animado Sra. Minuto) sobre esta nova ambientação tanto para o protagonista quanto para o espectador conhecerem o local e seu funcionamento a fim de compreender de como será a dinâmica da história.
O que é TVA?

Afinal, o que é a TVA? A primeira aventura solo de Loki vai se passar em um lugar novo e esquisito. A série embarca nas instalações da TVA, a Autoridade de Variância do Tempo, uma organização responsável por manter o multiverso em ordem.
O primeiro ponto positivo é que a ambientação não ganha ares psicodélicos, espaciais ou ultra tecnológico e, sim, um cenário de uma repartição pública dos anos 70, em que vemos funcionários uniformizados (terno e gravata), educados, responsáveis e muito focados em suas funções específicas, desde acompanhar e anotar algum tipo de anomalia na linha temporal até os guardas que capturam o culpado pela alteração no tempo e espaço. O visual da TVA ganha elementos básicos de um escritório como mesas, cadeiras, computadores antigos, grampeadores, papeladas, elevadores, entre outros.
Mas quando a série amplia a imagem e vemos o panorama do local, descobrimos que o mundo da TVA ganha uma modelagem antiga, ao estilo construção e muito bonita, dando a sensação de que todos estão na parte interna de um relógio. Outro ponto interessante a saber é que nenhum poder funciona dentro da TVA, nem mesmo as joias do infinito.
Agora que sabemos o que é e como é, para que funciona tal força de autoridade dentro do multiverso da Marvel? Como disse, a TVA tem como objetivo manter a ordem do tempo e espaço. Eles podem predeterminar o que acontece no passado, presente e futuro e, por conta disso, eles ficam de olho em quem brinca com viagens no tempo. Se algo for feito para alterar a história ou o curso do futuro, a TVA vai atrás do criminoso (também conhecido como variante) para ser julgado e resetado, voltando para sua linha do tempo original.
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E é por conta disso que Loki vai parar na TVA, uma vez que ele já quebrou várias regras e entrou na mira dos agentes, sendo que sua última transgressão foi em Vingadores: Ultimato.
O que vamos acompanhar?

Preso neste universo até então desconhecido, Loki se salva do julgamento quando o agente Mobius lhe recruta para capturar uma variante perigosa que está alterando a linha do tempo original, o que poderá prejudicar drasticamente todo o multiverso.
Quando esta proposta é feita, o público já nota que a série terá uma essência de trama policial, já que veremos uma investigação repleta de mistério ambientada em viagens no tempo, o que é uma premissa muito interessante que logo prende a atenção do espectador.
Por conta disso, o que mais veremos na série é a dinâmica formidável de Loki e Mobius que ganha uma química impressionante de Tom Hiddleston e Owen Wilson e entregam uma dupla de investigadores que te conquista, mas é realista, afinal a confiança entre eles não está 100% construída, já que estamos lidando com o Deus da Trapaça. Logo neste episódio de estreia, a série entrega diálogos e cenas que mesclam diversão, bom humor e pitadas de emoção na medida certa, sem desprezar o tom da seriedade da investigação que vai acontecer.
E quem é a variante que eles precisam capturar? Esta é a cereja do bolo da série, o fator surpresa que vai agradar muitos e promete causar bastante com as linhas do tempo.
Deus da Trapaça está de volta!

Mesmo dando o ar da sua graça e roubando a cena em vários filmes, finalmente Loki ganha uma série solo em que podemos conhecê-lo a fundo. O roteiro é ágil e logo neste primeiro episódio a série começa a transparecer camadas do protagonista que surpreende. Há uma cena que emociona, na qual Loki assiste sua linha do tempo e tudo o que aconteceu até o instante em que ele foge, como a relação com seu irmão Thor, seu relacionamento com seu pai Odin e sua mãe, a sede em tomar posse do trono de Asgard, além da sua inclinação maquiavélica de sempre mentir, trapacear e machucar as pessoas.
A partir deste momento, a série questiona o protagonista por suas ações, especialmente pelo que ele faz em determinado ponto do futuro (não vou dizer o que é) e que o balança bastante. Qual é o propósito de cometer tais maldades? Seria pelo poder? Autoridade? Controle? Vingança? Prazer? À medida que esses questionamentos são feitos enquanto Loki assiste a tudo o que aconteceu e o que acontece se ele não tivesse fugido (nós já sabemos qual é o seu destino), vemos um Loki em processo inicial de humanização, o que é um ponto incrível de descobrir e acompanhar.
A atuação de Tom Hiddleston está impecável e só confirma que ele é a pessoa certa para este papel. No segundo episódio, vemos a dinâmica de Loki e Mobius aumentar, assim como a confiança que cresce passo a passo, mas não se pode esquecer que o protagonista é o Deus da Trapaça e sua essência não vai se apagar da noite para o dia, algo que vai render boas reviravoltas e mais surpresas não só na série como, possivelmente, em futuras produções na Marvel. É apenas uma hipótese minha, mas sabemos que a Marvel não dá ponto sem nó e conecta suas histórias de forma impecável.

Já as personagens femininas como a chefe Ravonna (Gugu Mbatha-Raw) e a líder soldada Hunter B-15 (Wunmi Mosaku) ganham ótimas cenas nesta estreia e prometem bons momentos na série, especialmente Ravonna uma vez que ela está mais próxima dos guardiões fundadores da TVA que, a meu ver, talvez apareçam em um dado momento da história.
No geral, a nova série Loki começa bem, entrega ótimas camadas do protagonista, boa dinâmica entre os personagens, plots que surpreendem de imediato e promete boas surpresas ao longo da temporada. Minha sugestão é que vocês aproveitem muito e se divirtam com a série, pois o programa promete impressionar.
O que acharam da estreia de Loki?
Ficha Técnica
Loki
Direção: Kate Herron
Elenco: Tom Hiddleston, Owen Wilson, Gugu Mbatha-Raw, Wunmi Mosaku, Sophia Di Martino, Erika Coleman, Sasha Lane, Richard E. Grant, Jon Levine, Eugine Cordero, Tara Strong, Aaron Beelner, Derek Russo, Josh Fadem e Philip Fornah.
Duração: 6 episódios
Nota: 8,9 (2 primeiros episódios)