Às vezes, a gente só precisa de uma série simples com uma história gostosa, envolvente e divertida para apenas relaxar. E Emily Em Paris (Emily In Paris) se encaixa perfeitamente neste quesito. A nova série é criada por Darren Star, criador das séries Sex and The City e Younger, e se você já conhece essas duas séries, já sabe mais ou menos o que esperar da vibe desta nova produção estrelada pela Lily Collins. Que tal trocar a cidade de Nova York por Paris?
Confira oito motivos para assistir Emily Em Paris, a nova série delicinha da Netflix! Você pode conferir em texto ou em vídeo.
Trama
Emily Em Paris já ganha pontos positivos por ser uma série com apenas 10 episódios de 20 a 30 minutos de duração, ou seja, você assiste tudo em apenas um dia, mas, claro, se quiser aproveitar mais, é só degustar os episódios aos poucos, pois desta forma também vale a pena.
Na trama, acompanhamos nossa protagonista Emily, que trabalha na área de marketing de uma empresa em Chicago. Devido a uma grande surpresa na vida da sua chefe (Kate Walsh), Emily é encarregada de ir no lugar dela e ser o novo rosto do marketing da empresa que fica em Paris. Assim, a garota decide se mudar para França por um ano e aproveitar a grande chance da sua carreira, mesmo deixando os amigos e o namorado em segundo plano. Mas ao chegar em Paris, Emily vai se deparar com os dois lados da moeda: a cidade que faz você se apaixonar por tudo, mas também que faz você decepcionar com as pessoas no dia a dia.
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O que eu posso dizer a vocês é que a trama de Emily Em Paris é bem simples, explora a rotina da protagonista tanto conhecendo a cidade, a cultura parisiense, como no trabalho e, é claro, os amores avassaladores que surgem na vida da garota. Mas mesmo assim, não espere muito da história, afinal, é uma série passatempo e leve para você curtir aos poucos.
A protagonista
O outro motivo para assistir Emily Em Paris, é claro, é a protagonista. A Lily Collins está bem confortável no papel e gostei de vê-la em uma interpretação mais despojada que não exige tantas camadas da personagem. A Emily chega radiante na cidade dos sonhos e faz de tudo para sempre ver o lado bom das coisas. No entanto, nem tudo serão flores para ela, uma vez que a cultura parisiense, os costumes e a forma de pensar dos franceses vão bater de frente com as opiniões e os conceitos da Emily, trazendo algumas decepções e desentendimentos, especialmente no novo trabalho.
Mas, mesmo assim, a Emily aproveita cada momento que ela está passando na cidade, o que a faz registrar tudo em seu Instagram, que será o seu ponto forte, uma vez que ela chama a atenção na rede social, os seguidores e os likes aumentam, tornando-a uma grande influenciadora americana em terras francesas. E esse detalhe vai lhe ajudar e também atrapalhar em seu trabalho, mas a Emily consegue sempre dar a volta por cima, mesmo quebrando a cara alguma vezes. Aliás, a série traz cenas da personagem sempre postando no Instagram com a imagem do post na cena, com as hashtags que ela usa e, consequentemente, a gente vai acompanhando o seu crescimento na internet a atenção que ela vai atraindo.
Cultura francesa
Outro ponto que ganha um enorme destaque em Emily Em Paris é a cultura e os costumes de Paris, mais precisamente, na forma como os parisienses pensam e enxergam os estrangeiros, o que é um detalhe que faz a gente refletir e duvidar. A Emily passa por situações um pouco complicadas, justamente por ela não saber falar francês, o que acaba prejudicando na comunicação e na aproximação com os demais personagens. Alguns a tratam mal, tiram sarro dela e, até mesmo, nem tentam uma aproximação, afinal, é ela quem tem que saber a língua francesa e não os franceses se esforçarem para entende-la. Entendem, o que eu quero dizer?
Além disso, ela chega no trabalho para aplicar os conhecimentos de marketing americanos para ajudar na empresa francesa a atrair mais clientes e, é claro, levá-los ao mundo das redes sociais (que é o ponto forte da protagonista) o que, novamente, não será tão bem visto pelos demais funcionários, especialmente sua chefe Sylvie.
Além disso, no dia a dia, a Emily passa por situações constrangedoras justamente por ainda não falar francês corretamente, mas ela vai aprendendo aos poucos, e ainda se depara com algumas pessoas desagradáveis, mas também pessoas muito legais que vão fazer a diferença na vida da garota.
Figurinos e cenários
Um motivo que faz você ficar hipnotizado por Emily Em Paris são os cenários parisienses. Se você é um apaixonado por Paris, vai se encantar pelas ruas, floriculturas, cafés, padarias, mercados, prédios e outras paisagens francesas. Além disso, outro motivo que vai prender o seu olhar são os figurinos dos personagens, mas especialmente da Emily. Uma curiosidade é que a série contou com a icônica estilista Patricia Field, a mesma de O Diabo Veste Prada.
Amizades

Na série, a Emily faz amizades de forma bem rápida, o que para alguns pode soar algo forçado, mas na minha opinião, eu achei tranquilo. Repito: não leve muito a sério uma história tão simples, tá?
As duas grandes amizades que ela faz é com a Mindy (Ashley Park), que veio da China para França para estudar administração a pedido do pai, mas resolveu largar tudo e trabalhar como babá. Elas se conhecem na rua e a amizade surge de forma despretensiosa e funciona até o fim da temporada. Gostei muito da Mindy e vejo ótimo potencial na personagem.
A outra amizade é com Camille (Camille Razat) e ambas também se conhecem na rua de forma aleatória, mas que também dá certo. Aliás, a ligação delas vai bem mais além quando outra pessoa surge em comum na vida das duas, mas aí só assistindo para vocês saberem!
Amores

Talvez seja muita sorte da Emily, mas ela se deu bem em Paris! De forma aleatória, seja no trabalho ou apenas tomando um café na rua, a Emily se depara com homens gatos que, automaticamente, se encantam por ela e vice-versa. Mas claro que nem todos dão certo, alguns a Emily curte e resolve se aventurar em uma paixão momentânea; outros ela prefere manter uma relação apenas profissional quando é alguém do trabalho; mas entre todos, quem realmente mergulha na vida da Emily é o vizinho Gabriel (Lucas Bravo). Gosto da química dos dois, mas vamos ver altos e baixos aí, justamente por ter outras pessoas envolvidas no meio dos dois.
Trabalho

Outro ponto que também é forte na série é o relacionamento da Emily com o pessoal do trabalho que, na minha opinião, vai causar certo ranço. O Julien (Samuel Arnold) e o Luc (Bruno Gouery) são os funcionários que pegam no pé da Emily e tiram sarro dela o tempo todo, justamente por ela não falar francês, além de não conhecer e nem sempre concordar com os costumes franceses. Mas aos poucos, o trio vai se conhecendo e se dando bem ao longo da temporada, mas as tiradas e o sarcasmo permanecem nos diálogos. No começo, os dois são chatos, mas eles vão conquistando o telespectador aos poucos.
Mas se tem uma personagem que é difícil de gostar no início é a chefe Sylvie (Philippine Leroy-Beaulieu). A Sylvie não gosta da chegada da Emily no trabalho por vários motivos: por ela ser americana, por ter costumes americanos, por não falar francês e por trazer ideias inovadoras à empresa. Tudo isso faz as duas sempre baterem de frente, mas a Emily faz de tudo para conquistar a chefe, o que é uma tarefa bem difícil e cansativa. A Sylvie não baixa a guarda em nenhum momento. Ela é tipo a Miranda Priestly de O Diabo Veste Prada, versão francesa e mais maldosa. É normal não gostar dela no começo da temporada, mas no final, a personagem melhora um pouco, mas o público toma conhecimento que ela é assim e não vai mudar.
Participações especiais
Em Emily Em Paris, temos a participação especial da Kate Walsh como Madeline, chefe da Emily em Chicago. A participação da atriz é pouca, ela apareça apenas umas duas vezes, por isso não fique esperando tanto dessa personagem. A outra participação é do namorado da Emily, que sinceramente, foi bem inútil na série. Teria sido melhor se a protagonista já tivesse sido apresentada solteira. Rs
Ficha Técnica
Emily Em Paris
Criação: Darren Star
Elenco: Lily Collins, Philippine Leroy-Beaulieu, Lucas Bravo, Fréderic Anscombre, Samuel Arnold, Bruno Gouery, Ashley Park, Camille Razat, Kate Walsh, William Abadie, Jean-Christophe Bouvet e Yohan Levy.
Duração: 1ª temporada – 10 episódios (30min)
Nota: 7,5