Nesta temporada de filmes natalinos na Netflix, não poderia faltar Uma Invenção de Natal, um musical para trazer aquele quentinho no coração, além de uma mensagem sobre amor, esperança e acreditar que tudo irá melhorar. Você pode conferir a crítica em texto ou vídeo.
Dirigido e escrito por David E. Talbert, Uma Invenção de Natal (Jingle Jangle: A Christmas Journey) é uma aventura musical e um espetáculo visual. Filmado na gloriosa e vibrante cidade de Cobbleton, o filme acompanha o fabricante de brinquedos Jeronicus Jangle, cujas invenções fantásticas resultam sempre em peças únicas e grandiosas. Mas quando seu aprendiz de confiança rouba sua mais preciosa criação – uma velha e esquecida peça – cabe a sua neta, tão brilhante e criativa quanto ele, ajudá-lo a curar velhas feridas e despertar a magia novamente.
O filme ganha a narração de Phylicia Rashad que interpreta a avó que decide contar uma história nova, diferente e mágica para seus netos, que não estão com o espírito natalino tão aflorado desta vez. Assim, damos partida para conhecer como tudo começou na história de origem de Jeronicus Jangle, um excelente inventor de brinquedos que faz grande sucesso na cidade com sua fantástica loja.
A magia de Uma Invenção de Natal começa rapidamente, uma vez que a magia é o elemento principal da trama, fazendo com que os personagens despertem o seu dom se acreditarem que são capazes ou que querem muito que algo aconteça. É desta forma que vemos o auge e o declínio de Jeronicus Jangle, que vê sua vida arruinar quando Gustafson, seu aprendiz, rouba um precioso item da loja, além de sua mais recente criação, o boneco Don Juan Diego, que fala e anda.

A partir daqui vemos tudo acontecer na rotina de Jeronicus: dívidas surgem, a loja não faz mais sucesso e, para complicar ainda mais, ele sofre uma grande perda que ainda faz ele se afastar de sua filha Jessica, a pessoa quem mais acreditava no amor e no potencial do pai.
Os anos passam e o rancor, a amargura e a dor viram feridas não cicatrizadas em Jeronicus, um homem que se torna recluso, introspectivo e que perde a magia por não acreditar mais. Um dia, ele recebe a visita de sua neta, Journey, que não só tem o mesmo potencial e dom do avô, como também decide ajudá-lo a criar a mais nova invenção sensacional, para não perder a loja para sempre.
Uma Invenção de Natal chama a atenção pela produção, efeitos especiais, figurinos, a narração criativa, o elenco e, é claro, as músicas e coreografias, que é o ponto chave da trama. O filme ganha cenários e roupas de época, dos anos 1880 aproximadamente, mas tudo muito colorido e vibrante, em nenhum momento o público se depara com tons escuros e muito sombrios, até mesmo quando se trata de cenas de confronto ou do próprio antagonista em ação.
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A narração é outro ponto importante, pois ganha cenas que se dividem com os personagens em si, na tela, ou no formato de conto, em que vemos os personagens representados por bonecos, como se estivéssemos imaginando enquanto acompanhamos a história.
A cereja do bolo do filme, sem dúvidas, são os números musicais que ganham coreografias bonitas, empolgantes, dinâmicas e com energia, que deixam o espectador até com vontade de dançar. A trilha sonora original é criada por John Legend, Philip Lawrence, Davy Nathan, Usher e Kiana Ledé, inclusive a música ‘This Day’ é cantada por Usher e Kiana Ledé. São músicas que se encaixam bem com a trama, com um espaço de tempo razoável entre uma música e outra durante o filme. É importante saber que se trata de um musical, caso você goste ou não do gênero, certo?
A versão legendada de Uma Invenção de Natal é muito boa e as músicas escutadas no formato original não ficam a desejar. Acredito que a versão dublada também seja boa, mas não posso opinar com veemência, pois não assisti dublado.
Personagens

No geral, todos os personagens são bons e interessantes, mas alguns ganham mais destaque e tempo de tela que outros, o que faz com que o filme explore menos alguns arcos. O ator Forest Whitaker está bem legal na trama, eu gostei muito dele no filme, e ele entrega um Jeronicus introspectivo e recluso pela amargura, tristeza, luto, perda, pessimismo, tais sentimentos que faz com que ele perca a magia de criar e, consequentemente, acreditar nas coisas e pessoas que ele mais ama.
O mais legal é que o personagem não ‘vira a chave’ de uma hora para outra, pelo contrário, o filme trabalha esses pontos durante a trama toda quando inicia a relação de amor e carinho entre avô e neta que, ainda assim, precisa passar por vários obstáculos que o próprio Jeronicus cria por conta da suas antigas feridas.
A Madalen Mills entrega uma Journey que apresenta toda a magia e o dom da família e chega à loja para resgatar tudo o que foi perdido pelo avô, especialmente a esperança e a vontade de acreditar. A relação deles também é trabalhada, ou seja, a aproximação demora a acontecer, já que o avô não está tão disposto a se abrir para novas pessoas em sua vida, mas aos poucos, a garota não só convence ele de que as coisas podem melhorar, como também ajuda com a nova invenção, confronta o vilão e faz a família se reerguer novamente.
Keegan Michael-Key é o Gustafson, o aprendiz de Jeronicus na loja. Gustafson representa um rapaz amargurado, que não teve paciência para esperar a ajuda para crescer como inventor e, por influência maligna, ele decide roubar todas as ideias de seu mentor para se tornar o fabricante de brinquedos número 1 do mundo. Mas a verdade é que a grande fábrica não passa de um lugar de criações furtadas. Nada é original do antagonista, o que o faz querer roubar mais para não perder o posto de melhor fabricante de brinquedos do mundo. O arco do antagonista é interessante, porém o personagem tem pouco desenvolvimento e pouco tempo em tela. Gostaria que o filme tivesse explicado e mostrado com mais detalhes a motivação do vilão, o crescimento dele e o sentimento de inveja e culpa por tudo o que ele fez com Jeronicus. Uma pena o antagonista, quem ajuda a mover a trama, não ganhar o destaque merecido.
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Os demais personagens também são divertidos e dão um gás com momentos cômicos para a história como o novo aprendiz Edison (Kieron L. Dyer), que ajuda Journey nesta nova aventura; a carteira da cidade (Lisa Davina Phillip), que é apaixonada por Jeronicus; e a Jéssica (Anika Noni Rose), filha do inventor que a gente torce pela reaproximação dos dois.
Não podemos deixar de falar da participação especial de Ricky Martin que dá a voz ao Don Juan Diego, um boneco egoísta, narcisista e maligno, uma vez que ele é quem induz toda a maldade que a gente vê na história. Ainda assim, Don Juan traz um charme engraçado e o espectador torce para ele se ferrar.
Considerações finais
Uma Invenção de Natal é um musical natalino que tem uma trilha sonora bonita, coreografias empolgantes, cenários e figurinos coloridos e uma narrativa criativa. O elenco é bom, com destaques para alguns, enquanto outros ficam em segundo plano. Mas o toque especial fica para a mensagem do filme que é não deixar que as feridas e os ressentimentos façam você perder a esperança e a magia em acreditar nas coisas boas que podem acontecer ou que você pode fazer com que aconteça.
Ficha Técnica
Uma Invenção de Natal
Direção: David E. Talbert
Elenco: Forest Whitaker, Madalen Mills, Keegan-Michael Key, Sharon Rose, Phylicia Rashad, Anika Noni Rose, Kieron Dyer, Justin Cornwell, Lisa Davina Phillip e Hugh Bonneville.
Duração: 1h59min
Nota: 7,5
Aqui é a Carla Da Silva, gostei muito do seu artigo tem
muito conteúdo de valor parabéns nota 10 gostei muito.