Once Upon a Time é uma das séries mais esperadas nesta fall season. Depois de uma season finale arrebatadora, não é à toa que a curiosidade por sua continuação seria alta. Mesmo com uma season premiere boa, o início da 5ª temporada não supriu as minhas expectativas. O roteiro utilizou novamente da ideia do “esquecimento”. Quem se lembra quando os personagens perdem a memória com a chegada da Wicked Witch (Zelena) em Storybrooke? Além disso, alguns personagens principais se tornaram figurantes. Onde está a bravura da Branca de Neve? Cadê a coragem do nosso príncipe Charming? Se ele falou umas cinco frases nesse episódio foi muito. Eles ainda são os protagonistas e, para dar espaço aos outros, não é necessário deixá-los de lado. Por fim, vemos o que tanto esperávamos: nossa Emma Dark Swan. Porém, ela não conseguiu convencer 100% como a Senhora das Trevas. Calma que eu já explico.
A 5ª temporada já começa com Emma incorporada pelas forças do mal, porém, ela retorna onde esse mal se originou: Camelot. Antes disso, temos um flashback de quando nossa Salvadora ainda era apenas uma menina. Desde essa época, o feiticeiro Merlin já acompanhava seus passos e sabia qual seria o seu destino. Agora, nos dias atuais, Emma precisaria encontrá-lo antes que ela fosse atraída e sugada, de uma vez por todas, pela escuridão. No entanto, quem diria que sua consciência fosse, nada menos que, Rumplestilskin. Apesar de Mr. Gold se encontrar em coma, sua versão má continua viva na terra encantada, com a missão de fazer Emma usar seus poderes. O personagem, mais uma vez, se destaca em cena, com sua maldade hipócrita, irônica e ousada.
Para encontrar Merlin, nossa salvadora precisa capturar uma luz azul, pois é ela que vai guiá-la ao feiticeiro. No entanto, quem passa na sua frente é Mérida (Valente). Com sua bravura e perspicácia, a princesa não arreda o pé e enfrenta Emma a qualquer custo. Seu objetivo é salvar seus irmãos das mãos do clã que é contra seu reinado. Emma luta consigo mesma para não machucar ninguém e ambas entram no acordo de uma ajudar a outra. Mas, quem disse que Rumplestilskin vai deixar isso quieto? Por ser a voz da consciência, ele incomoda e deixa Emma ainda mais perturbada, fazendo a protagonista revelar suas segundas intenções à Mérida. Em meio a este conflito, Emma se deixa levar pelo mal e arranca o coração da princesa. Será que ela teria a capacidade de matar?
No plot que se passa em Storybrooke, acompanhamos a saga dos nossos herois de encontrar um jeito de buscar Emma na terra encantada. Segundo o aprendiz, a única saída é usar uma varinha mágica com poderes de alguém maldoso. Como Regina se tornou uma pessoa boa, a única que poderia fazer isso seria Zelena. Enfurecido, Hook quer a todo custo que a wicked ajude, mas Regina é contra, e isso faz com que os dois comecem uma discussão que, em alguns momentos, fica bem chata. Teimoso (e lindo), Hook liberta Zelena e, traiçoeira, ela tenta retornar à OZ ao abrir o portal. Como nossa Evil Queen sempre está um passo a frente, ela enfraquece os poderes da irmã e leva todos para Camelot.
O reencontro de Emma com os pais, amigos e namorado (Hook) se dá exatamente no momento em que ela está decidindo se deve ou não matar Mérida. Claro que a bondade fala mais alto, Emma não mata ninguém e Rumplestilskin desaparece. Logo em seguida, eles encontram o Rei Arthur que já estava à espera de Emma. Segundo ele, a profecia de Merlin já estava escrita, agora, só resta colocar os dois frente a frente. Mas, não é isso que acontece. Após seis semanas, todos retornam à Storybrooke e, novamente, eles perdem a memória. O ápice do plot é ver que nada do que eles fizerem deu certo, pois Emma retornou à cidade como a verdadeira Senhora das Trevas e promete uma grande punição a todos. Afinal, o que será que aconteceu nesse espaço de tempo?
Como disse anteriormente, os roteiristas repetem a fórmula do esquecimento. Se a história seguir os mesmos passos que a temporada com a Wicked Witch, vai ficar chato, pois vamos ver a mesma coisa só que com ambientes (Camelot) e personagens diferentes (Rei Arthur, Merlin, Mérida). Espero que o desenrolar da trama mude. Outra coisa que vem me incomodando há um tempo é a ausência de Branca de Neve e Charming. Antes, eles eram os grandes salvadores e, agora, não passam de pais assustados. Agora que Emma se entregou à escuridão, os dois terão que voltar à ativa a qualquer custo e não deixar tudo nas mãos de Hook, Regina e Robin Hood.
E por falar em Emma, ela tem que se entregar de corpo e alma à escuridão. Já vimos o seu lado salvadora, agora, queremos ver o seu lado mau, hipócrita, ousado e cruel. Queremos ver a verdadeira Senhora das Trevas. Nem que, para isso, Rumplestilskin a perturbe todos os dias.
O que acharam da season premiere de Once Upon a Time? Deixem nos comentários!
PS 1: A atriz que interpreta Mérida é boa e convence na pele da princesa valente.
PS 2: Gostei da atitude dos anões. Eles não querem virar figurantes na série.
PS 3: Espero que a Bella ajude mais nessa nova temporada e não fique só sofrendo pelo Mr. Gold.
Avaliação
Melhor personagem: Regina, Hook e Rumplestilskin
Melhor cena: os diálogos entre Emma e Rumplestilskin
Nota: 7,9