Confesso que o motivo que me levou a começar a assistir Wicked City foi para ver Ed Westwick,o ator que interpretou o eterno Chuck Bass, da finada série Gossip Girl. Sim estava com saudades dele. Mas, além disso, a sinopse me chamou bastante a atenção. Wicked City, criada por Steven Baigelman, é uma série em que, a cada temporada, vai seguir um crime marcante da história de Los Angeles. A primeira temporada vai abordar o caso de vários assassinatos ocorridos em 1982, no meio do cenário rock and roll e drogas na Sunset Strip. Para resolver o caso, alianças serão formadas entre detetives, jornalistas, traficantes e freqüentadores de clubes.
O episódio piloto trouxe uma premissa bem construída, na qual somos apresentados aos personagens principais, no ambiente dos anos 80. No entanto, no quesito criatividade, a história está um pouco batida, nada que não se tenha visto parecido em outras séries do gênero investigativo, como The Fall ou Dupla Identidade. O primeiro personagem a aparecer é Kent Grainger (Ed Westwick). Ele apresenta todas as características típicas de um serial killer: é doce, sedutor, charmoso, gentil com crianças e vizinhos, mas, na hora de matar, a frieza e o instinto macabro saltam aos nossos olhos. No primeiro assassinato, o espectador conhece a tática tradicional do vilão: ele gosta de matar somente mulheres. A cada boate ou outro lugar que vá, ele escolhe sua vítima aleatoriamente (de preferência, mulheres mais ousadas e inocentes), se apresenta como músico e com outro nome, dedica uma música na rádio à vítima, seduz e, por fim, mata e decapita, deixando o corpo em um local famoso e visível para todos, especialmente à polícia.
Aqui, duas mulheres estão em sua mira: Betty Beaumontaine (Erika Christensen) e Karen McClaren (Taissa Farmiga). Betty é mãe solteira, enfermeira e, aparentemente sofredora, por ter uma vida dura e esforçada. Kent quer matá-la, mas não consegue por sentir uma conexão muito forte com ela. De primeira, não dá pra entender claramente o porquê, mas quando uma cena mostra Betty tirando os pontos de um idoso no hospital, a forma como ela o trata indica que a personagem não é tão boazinha como pensávamos. Deve ser por isso que Kent se sentiu tão atraído por ela e, tudo indica que os dois formarão uma dupla bem perigosa.
Já Karen é uma jovem jornalista que busca por histórias quentes na Sunset Strip. Ao conhecer Kent, ela fica encantada não pelo seu charme, mas por ele apresentar uma oportunidade da garota crescer profissionalmente. Porém sua ficha cai, quando ela conhece Jack Roth (Jeremy Sisto), o detetive responsável pelo caso. Jack é o típico personagem que vai misturar os problemas pessoais com os profissionais. Mesmo sendo casado e tendo uma família bonita e feliz, ele tem uma amante que o ajuda dando algumas pistas. Além disso, ele também não confia em seu colega de trabalho, Paco Contreras (Gabriel Luna), por problemas que tiveram no passado. Até aí, também não vi nenhuma novidade. O grande diferencial é que Jack pensa rápido, assim como Kent. Ele sabe que Karen conheceu o assassino e, agora, é tudo uma questão de encontrá-lo novamente. Mas Kent já está ciente disso e consegue fugir da armadilha. A brincadeira de gato e rato parece ser bem interessante, só precisa ganhar obstáculos mais difíceis de serem ultrapassados.
Wicked City traz uma história que já vimos alguma vez na vida, mas a série consegue prender bastante a atenção pela ação, dinamismo e como as coisas acontecem de forma rápida. Apesar de não mostrar nenhuma novidade, os personagens são bons e fortes e acredito que tanto eles como a série, no geral, podem surpreender ao longo dos 10 episódios. Não gosto de tirar conclusões me baseando em apenas um episódio, mas, tudo o que disse até agora, é verdade. Mesmo assim, vou continuar assistindo porque a série vale a pena. Recomendo.
E vocês? O que acharam de Wicked City? Deixem nos comentários!
Avaliação
Melhor personagem: Kent, Karen e Jack
Melhor cena: o primeiro assassinato
Nota: 7,5